domingo, março 25, 2018

Potencial prevenção da esclerose múltipla

Potencial prevenção da esclerose múltipla

Foi descoberto um potencial alvo de protecção contra a esclerose múltipla.
A ausência da proteína calnexina foi verificado ter acção potencial de protecção contra a esclerose múltipla, tornando resistente o indivíduo ao surgimento dessa patologia.
A esclerose múltipla, embora ainda não se conheça a sua etiologia, tem o seu início quando os linfócitos T infiltram o cérebro e atacam a mielina, expondo os nervos e assim são danificados ou quebrados, interrompendo os fluxos elécticos cerebrais para os músculos.
Foi verificado que os doentes com esclerose múltipla apresentam níveis elevados de calnexina comparativamente com os não afectados por aquela doença.
Verificou-se que a calnexina está envolvida na função da barreira hematoencefálica. A barreira hematoencefálica restringe a passagem de células e outras substâncias do sangue para o cérebro. A calnexina, permitindo uma brexa na barreira hematoencefálica, dá acesso às células T ao cérebro, destruindo a mielina.

Patologias autoimunes desencadeadas pela microbiota intestinal

Patologias autoimunes desencadeadas pela microbiota intestinal

Estudos recentes demonstraram que bactérias do intestino delgado podem deslocar-se para outros órgãos e assim uma resposta imunitária ser desencadeada, tendo sido verificado que antibioterapia ou vacinação contra essas bactérias podem suprimir aquela reacção autoimune.
Uma série de patologias, incluindo doenças autoimunes, associam-se a bactérias intestinais.
Enterococcus gallinarum é uma bactéria intestinal que tem a capacidade de expontaneamente migrar para o fígado, baço e nódulos linfáticos.
Foi verificado, em seres humanos, que E. gallinarum foi capaz de iniciar a produção de anticorpos e de inflamação, identificadores da resposta autoimune conhecidos.

Ataque cardíaco e DII

Ataque cardíaco e DII

Doenças cardíacas e enfarte do miocárdio mostraram forte ligação com as DII.
As doenças cardíacas têm no processo inflamatório um importante papel no seu desenvolvimento , sendo já conhecida esta associação entre doenças inflamatórias crónicas, como lupus ou artrite reumatóide, e patologias cardíacas.
Foi verificado que a incidência de cardiopatia em doentes com DII é sensivelmente o dobro da dos doentes sem doença inflamatória intestinal ( 5.9% para os doentes com DII contra 3.5% para os sem patologia inflamatória intestinal ).
Foi verificado também que o risco é maior em doentes com menos de 40 anos.
Desta forma parece que se pode considerar as DII como factor de risco de doenças cardiovasculares.

sábado, março 10, 2018

B N P

Péptideo Natriurético Cerebral
B N P


O BNP é um peptídeo secretado pelos miócitos cuja função é normalizar a volémia sanguínea e a tensão arterial quando a musculatura cardíaca for excessivamente distendida.
A descoberta da presença do peptídeo ANP nas células cardíacas, conferiu ao coração o estatuto de órgão endócrino, para além do de bomba propulsora de sangue.


Outros peptídeos natriuréticos, para além do ANP, foram descobertos, sendo o BNP produzido nas paredes ventriculares, e que tinha sido inicialmente descoberto no cérebro, e o CNP encontrado no sistema nervoso mas produzido por células endoteliais.


O gene codificador do ANP localiza-se no cromossoma 1, nascendo com uma composição de 151 aminoácidos e com a designação de pré-pro-ANP, passando à forma de pró-ANP pela perda de 25 aminoácidos, levado ao complexo de Golgi e sendo clivado de novo numa cadeia funcional de 28 aminoácidos – ANP – e um fragmento aminoterminal de 98 aminoácidos – NT-pro-ANP – sofrendo então o ANP um processo de exocitose.


O ANP é produzido nos ventrículos, na altura do nascimento, e com o decorrer da idade vai progressivamente a sua síntese alterar-se para as aurículas.
A sinalização para a libertação do ANP é a distensão das paredes auriculares do coração. A sua libertação é influenciada pelo elevado débito cardíaco, factores metabólicos e estimulação simpática. A hipóxia também tem influência na libertação do ANP. O ANP também apresenta a sua libertação estimulada pela endotelina 1, um vasoconstritor da musculatura lisa arterial.


A libertação do ANP é inibida por angiotensina, catecolaminas, acetilcolina, arginina, vasopressina, prostaglandinas, glicocorticóides e hormonas da tiróide.
A ANP para actuar tem de se ligar a receptores específicos da membrana, sendo que se encontraram 3 receptores: ANPA, ANPB e ANPC. Os receptores ANPA e ANPB apresentam actividade guanilato ciclase e estão ligados ao normal funcionamento dos peptídeos. O ANP e o BNP ligam-se ao primeiro receptor, enquanto que o CNP se liga ao segundo. O receptor ANPC liga-se à degradação dos 3 peptídeos natriuréticos para a sua concentração sérica ser diminuída quando já não forem necessários actuar.


O ANP tem como principal alvo a musculatura lisa dos vasos sanguíneos e os rins sendo que a musculatura lisa é distendida pela acção da ANP aumentando a permeabilidade capilar e levando à saída da água e sódio dos vasos sanguíneos. Aldosterona, angiotensina II, endotelina, renina e vasopressina são inibidos pela acção da ANP. A absorpção do sódio é inibida nos ductos colectores glomerulares, bem como a aldosterona é também inibida e neutralizado o sistema renina-angiotensina-aldosterona com maior excreção renal de sódio e água.
O ANP tem uma semi-vida de 2-5 minutos


O ANP e o NT-pro-ANP são libertados na corrente sanguínea em concentrações equimolares, mas a taxa de degradação de NT-pro-ANP é menor do que a do ANP , pelo que em doentes com patologia renal ou insuficiência cardíaca, as concentrações de NT-pro-ANP superam em cerca de 4 vezes as concentrações de ANP.
O ANP, bem como o BNP, podem ser usados como marcadores seja na prevenção de doenças ou no diagnóstico diferencial dessas doenças.



O diagnóstico de ICC é feito com base na história clínica, exame físico, raio X toráxico e ecocardiograma, não sendo nenhum teste isolado específico de ICC.


Concentrações séricas específicas dos peptídeos natriuréticos, peptídeos atriais natriuréticos ( ANP ) e peptídeos atriais natriuréticos tipo B ( BNP ) apresentam-se elevadas geralmente nas ICC. Estes peptídeos natriuréticos são importantes marcadores de ICC, capazes de distinguir a dispneia por falência cardíaca da secundária à doença pulmonar.
O ANP é armazenado na aurícula direita, sendo excretado quando a pressão diastólica auricular aumenta.
O BNP, armazenado no ventrículo, é libertado quando aumentam as pressões diastólicas ventriculares.
Tanto o ANP como o BNP têm função vasodilatadora e natriurética renais, contrabalançando a retenção hidríca do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Os recém-nascidos apresentam normalmente concentração de ANP e BNP elevadas, diminuindo com o decorrer da idade até aos níveis dos adultos ao fim de algumas semanas.


O BNP é o peptídeo, biologicamente activo, formado por 32 amino-ácidos com uma estrutura em anel constituída por 17 aminoácidos ligados por uma ponte dissulfeto entre as cistinas nas posições 10 e 26. O gene para o BNP encontra-se no cromossoma 1 no seu braço curto.
Outro peptídeo encontrado é o NT-pro-BNP, formado por 76 aminoácidos.
Ambos os peptídeos, ANP e BNP, compartilham um receptor comum que tem por função mediar a resposta natriurética renal pelo aumento da taxa de filtração glomerular e o bloqueio da reabsorpção de sódio nos ductos colectores medulares internos.


ANP e BNP têm a capacidade de reduzirem o tónus simpático na vascularização periférica.



O equilíbrio do sódio é mantido, em grande parte, pela acção do ANP e, em menor grau, pelo BNP.
Verificam-se alterações das concentrações de ANP e BNP com o consumo de sódio e interacções de ANP e BNP com o eixo renina-angiotensina-aldosterona resultam num ajuste fino do sistema de controlo de sódio.


O estiramento da parede cardíaca é o maior estímulo à libertação de ANP e BNP, pelo que a principal função do doseamento destes peptídeos, e particularmente BNP e NT-pro-BNP, é a monitorização da insuficiência cardíaca.


Existem 4 tipos de peptídeos natriuréticos: ANP, BNP, CNP e DNP.
Enquanto o ANP e o BNP são produzidos nas aurículas ( ANP ) e ventrículos ( BNP ) e a sua secreção é fundamentalmente estimulada pela distensão das paredes cardíacas dessas câmaras e aumento da tensão arterial. Os efeitos agudos daqueles peptídeos natriuréticos são o aumento da filtração glomerular e excreção renal de sódio e água, bem como a inibição da secreção de renina e aldosterona. Vasodilatação sistémica e renal é um efeito dos peptídeos ANP e BNP. Outros efeitos são aumento da permeabilidade vascular, antiinflamatórios, antiproliferativos e antifibróticos.
A maioria dos efeitos dos peptídeos natriuréticos apresenta mediação pelos receptores específicos da membrana capazes de estimularem a guanilato ciclase e produzirem GMPc.


A vasodilatação venosa e arterial é o principal efeito dos peptídeos natriuréticos, quer por mecanismos directos quer indirectos. Efeitos endócrinos e parócrinos são exercidos nos cardiomiócitos pelos peptídeos natriuréticos . O BNP produz efeitos antiproliferativos e antifibróticos pela inibição do β-TGF.

Na ICC verificam-se níveis aumentados no soro de ANP e BNP, sendo que os níveis circulantes se correlacionam com o grau de disfunção cardíaca. Note-se que apesar das concentrações séricas do ANP e BNP estarem aumentadas no soro, os seus efeitos apresentam-se bloqueados por resistência periférica.
BNP e NT-pro-BNP têm sido também usados como marcadores biológicos na doença coronária em doentes com doença renal crónica.
Em doentes com insuficiência cardíaca, a resposta renal a ANP e BNP encontra-se diminuída pela baixa pressão de prefusão renal devido à redução de débito cardíaco.

Verifica-se haver activação do sistema natriurético sempre que o coração é agredido, seja por agressão aguda ou crónica, como tentativa de compensar a vasoconstrição que se verifica, sendo a diurese e a vasodilatação as principais acções que se manifestam.
A isquémia miocárdica também é capaz de libertar BNP pelo aumento da tensão parietal devida à disfunção sistólica ou diastólica que se verifica.
O BNP, nos indivíduos normais, pode sofrer influência pela idade e sexo, sendo mais elevado nos idosos e nas mulheres.

O doseamento do BNP pode ter utilidade em diversas patologias.


Assim:
  • a principal utilização do BNP é na insuficiência cardíaca, tanto no diagnóstico como na monitorização
  • o diagnóstico de disfunção sistólica do ventrículo esquerdo, apresentando valores da ordem dos 80% para sensibilidade e valor preditivo positivo e de 97% para especificidade e valor preditivo negativo quando as concentrações de BNP atingem 60 pg/ml
  • diagnóstico e prognóstico de insuficiência cardíacas em doentes no ambulatório, com valores de sensibilidade, especificidade e VPN superiores a 80% e de VPP de 70%; os valores de BNP correlacionam-se bem com o grau de mortalidade
  • monitorização terapêutica
  • diagnóstico de insuficiência cardíaca em doentes hospitalizados, observando-se concentrações mais elevadas de BNP nestes doentes com valores de sensibilidade, especificidade, VPP e VPN superiores a 97%
  • diagnóstico de IC diastólica

O BNP tem-se vindo a revelar um bom marcador de prognóstico em doentes com síndrome coronário agudo, seja com ou sem supradesnivelamento do segmento ST.
O BNP é um bom parâmetro de preditor de mortalidade seja cardiovascular ou não cardiovascular.


O BNP, como bom, preditor de mortalidade, é utilizado para indicação de uso ou não de desfibrilador.
Estenose aórtica, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar primária, síncope , são outras patologias em que o doseamento de BNP pode ter indicação.


A concentração normal de BNP varia entre zero e 70 pg/ml. A insuficiência renal é uma patologia extracardiovascular que pode fazer subir a concentração sérica do BNP


domingo, fevereiro 04, 2018

Neoplasia colorrectal combatida com recurso a bróculos

Neoplasia colorrectal combatida com recurso a bróculos

Um estudo demonstrou a capacidade da E. coli Nissle em conjunto com a ingestão de bróculos poder combater as neoplasias colorrectais.
A E. coli Nissle, manipulada geneticamente, foi transformada num probiótico capaz de aderir às células neoplásicas do cancro colorrectal, e segregou uma enzima com a capacidade de converter uma substância presente nos bróculos e couves num potente anticarcinogéneo. Verificou-se que as células neoplásicas entrando em contacto com esse agente morriam, enquanto que as células normais não sofriam qualquer acção negativa, pois não actuavam sobre o agente antineoplásico resultante da acção da E. Coli Nissle sobre a substância dos vegetais crucíferos.

A eficácia antineoplásica daquele combinado foi de 95%. Noutros tipos de cancro, como o da mama ou estômago, não se observaram estes efeitos antineoplásicos.
A mistura do probiótico com extracto vegetal funciona como prevenção do desenvolvimento da neoplasia colorrectal bem como extreminador das células cancerosas remanescentes após a excisão cirúrgica do cancro.

sábado, janeiro 27, 2018

Dieta hiperproteica acalma a inflamação intestinal

Dieta hiperproteica acalma a inflamação intestinal

Lactobacillus reuteri é uma bactéria da flora comensal intestinal normalmente presente no intestino humano. A combinação desta bactéria com uma dieta hiperproteica, leva a um sistema imunitário intestinal mais tolerante e uma menor inflamação.
O Lactobacillus reuteri necessita do aminoácido triptofano para levar ao surgimento das células imunitárias. O triptofano é um aminoácido essencial que se encontra em alimentos como ovos, carne de aves, iogurtes, feijão, frutos de casca rija, queijo, chocolate e outros.

Foi verificado num estudo efectuado com ratinhos que quanto maior a quantidade ingerida de triptofano maior o número de células imunitárias e o contrário também se confirmou. Esta confirmação ainda não foi feita em humanos mas parece ser verídica.
Verificou-se também que defeitos a nível genético relacionados com o triptofano foram observados em doentes com DII.

Sendo que estes dados se confirmem, a combinação de Lactobacillus reuteri com uma dieta hiperproteica rica em triptofano levará à formação de um ambiente intestinal mais tolerante com menor grau de inflamação com consequente alívio das dores abdominais e diarreia características da DII.

quinta-feira, novembro 30, 2017

Síndrome de Richter

Síndrome de Richter

Síndrome de Richter é uma complicação rara da LLC, em que há uma evolução para uma forma mais agressiva, em que as células B apresentam um crescimento mais rápido.
O síndrome de Richter se apresenta em 2-8% dos casos de LLC.
Os doentes com síndrome de Richter apresentam sintamatologia B: febre, emagrecimento e perda de massa muscular e adenopatias. O tumor acelera-se num ou mais gânglios, atingindo o fígado, pele , ossos e tracto gastrointestinal. Mesmo em doentes com LLC em remissão, o síndrome de Richter pode aparecer de forma repentina, tendo um prognóstico muito grave, com sobrevida da ordem dos 5-8 meses.
Na transformação de LLC, no síndrome de Richter, pode haver evolução para linfoma não-Hodgkin com alto grau de malignidade, mieloma múltiplo ou leucemia linfoblástica ( LLA ) ou prolinfocítica.
A evolução mais frequente de LLC, nas situações de síndrome de Richter, é para linfoma não Hodgkin difuso de grandes células ( ocorrendo em 65-70% das evoluções de LLC para síndrome de Richter )

O síndrome de Richter caracteriza-se pela presença de febre, emagrecimento, adenopatias assimétricas e de crescimento rápido, deterioração clínica, aumento de LDH e sobrevivência de 5-8 meses.

A evolução da LLC pode dar-se no sentido de linfoma não Hodgkin difuso de grandes células ( 65-70% das situações ), leucemia pro-linfocítica ( 15-20% dos casos ), doença de Hodgkin ( aparece em 15% dos casos ) ou mieloma múltiplo ( ocorre em menos de 1% das situações ) ou LLA ( também em menos de 1% dos doentes ).
A transformação imunoblástica é reconhecida na LLC e apresenta-se em 3-5% dos casos. Raras vezes a transformação tem localização na medula óssea e dificilmente as células transformadas são observadas na circulação periférica, sendo nestes casos células semelhando as da leucemia aguda com blastos grandes expressando imunoglobulinas de superfície da membrana ( SmIg )e alguns marcadores de LLC. O síndrome de Richter apresenta muitas vezes monoclonalidade proteica sérica ou cadeias leves na urina. A hipercalcemia, rara na LLC-B, pode ser um sinal de síndrome de Richter.
A evolução para leucemia a prolinfócitos corresponde a 15-20% dos casos de síndrome de Richter, ocorrendo a transformação em 2-5% dos doentes e 24-36 meses após o diagnóstico de LLC ter sido feito, tendo uma sobrevida de 6-12 meses. De início insidioso, cursa com esplenomegalia volumosa e adenopatia progressiva. Anemia, trombocitopenia e aumento do número dos prolinfócitos verificam-se, sendo que mais de 30% das células leucémicas são prolinfócitos de origem B ou T. Hipercalcemia não é frequente e as células B são CD5 negativas e SmIg fortemente positivas.

Cerca de 1% das LLC originam síndrome de Richter com evolução para doença de Hodgkin, o que representa cerca de 15% de todos os casos de síndrome de Richter, surgindo 44 meses após o diagnóstico de LLC ser feito, com sintomatologia B em mais de metade dos doentes, doença em estadio III-IV, com esplenomegalia e anemia hemolítica auto-imune. Tem uma sobrevida de cerca de 13 meses.

Em menos de 1% dos casos de síndrome de Richter, a transformação é feita para mieloma múltiplo com sintomatologia sistémica ( febre, emagrecimento ) e lesões extra-ósseas.
A evolução do síndrome de Richter para LLA apresenta-se em menos de 1% dos casos de síndrome de Richter, sendo esta evolução para LLA indistinguível da LLA de novo.


Patogénese

  • Citogenética: trissomia 12 é uma anormalidade citogenética comum, podendo associar-se a outras alterações cromossómicas ou aparecendo isolada. A trissomia 12 pode ser um marcador de transformação de LLC em leucemia a prolinfócitos
  • Imunossupressão: nos doentes com LLC, o sistema imune dos doentes é deficiente, apresentando os doentes um maior risco de uma segunda neoplasia surgir. Imunossupressão provocada por terapêutica pode contribuir para surgimento de síndrome de Richter
  • p53: gene cuja mutação se relaciona com o surgimento de prolinfócitos, como acontece com a trissomia 12
  • c-myc: proto-oncogéneo encontrado nos tumores com alto índice mitótico, pode relacionar-se com síndrome de Richter que apresenta transformação blastóide ( LLA ) e linfoma não Hodgkin difuso de grandes células ( LDGC )
  • EBV: este vírus, em doentes com LLC, tem-se associado à transformação para LDGC e doença de Hodgkin

O síndrome de Richter pode ser induzido por processo viral ou mutações genéticas, apresentando-se os doentes com uma sobrevida curta, mesmo tratados agressivamente com quimioterapia, sendo que a sobrevida depende da variante do síndrome de Richter.


Em conclusão podemos dizer que o síndrome de Richter é uma situação rara, muito grave, na qual a LLC se transforma em linfoma de crescimento rápido. No síndrome de Richter, os doentes apresentam sintomatologia B: febre, emagrecimento, perda de massa muscular, adenopatias, astenia.

Ño síndrome de Richter, o fígado, pele, osso e tracto gastrointestinal são atingidos.

domingo, novembro 19, 2017

Resumo estatístico do 5º ano do blogue

Resumo estatístico do 5º ano do blogue

Total de visitas …........................................................................... 606775

Total de visitas do 5º ano …........................................................... 246444

Posts publicados no 5º ano …........................................................ 29

Posts mais visitados


Evolução mensal das visitas


    Países que mais visitaram o blogue


Estatísticas de visitas de blogue por meses e países


Média diária:

- no 5º ano …..................................................... 675.35
- no total …........................................................ 332.30

sábado, setembro 16, 2017

Chocolate: alimento cerebral

Chocolate: alimento cerebral

Foi estudada a acção dos flavonóides do cacau sobre o cérebro, por administração aguda e crónica, observando-se os efeitos a nível dos domínios cognitivos.

Foram observados resultados diversos, e inesperados, da administração do cacau. Assim verificou-se que após uma noite mal dormida, o cacau tem a capacidade de actuar contra os problemas cognitivos daí resultantes, nomeadamente menor eficácia do desempenho das tarefas. Verificou-se, contudo, que os efeitos são dependentes da extensão e exigência mental dos testes cognitivos, sendo que nos jovens apenas nos testes bastante exigentes os efeitos comportamentais subtis dos flavenóides do cacau, sobre a eficácia cerebral, foram observados.
Indivíduos idosos beneficiam, do consumo diário dos flavonóides do cacau, por um período prolongado, sob o ponto de vista cognitivo. A velocidade de processamento da informação, a atenção e a memória operacional, são muito beneficiadas pela ingestão de flavonóides do cacau, sendo estes benefícios mais relevantes nos indivíduos que começam a apresentar problemas a nível da memória ou outros problemas cognitivos leves.


O chocolate preto é uma fonte importante de flavonóides do cacau na alimentação e, assim, é aconselhável a sua ingestão diária em quantidades razoáveis.

Vitamina D e queimaduras solares

Vitamina D e queimaduras solares

Foi demonstrada a utilidade da vitamina D no combate às queimaduras solares, sendo que a administração de vitamina D uma hora após a queimadura solar diminui de forma significativa a sintomatologia, nomeadamente a inflamação, tumefação e ruborização das zonas afectadas.
A dose administrada de vitamina D deve ser alta, da ordem das 50000 a 200000 UI, sendo que quanto mais elevada for a dose, menores os sinais de queimadura se observam, inclusivamente a actividade genética que se relaciona com a reparação da barreira cutânea após 48 horas de se ter feito a queimadura.
Destes estudos se conclui que a vitamina D aumenta os índices cutâneos da enzima anti-inflamatória arginase-1, enzima que promove o aumento da reparação tecidular após terem sofrido os danos, contribuindo também para activar outras proteínas com actividade anti-inflamatória.

Estes estudos, ainda em fase preliminar, não podem servir de base à administração de vitamina D nos casos de queimadura solar, dado que as doses vitamínicas administradas são muito elevadas, pelo que são precisos mais estudos para ser apurada a terapêutica baseada na vitamina D.