terça-feira, janeiro 15, 2019

Aptidão cardiorrespiratória e níveis séricos de vitamina D

Aptidão cardiorrespiratória e níveis séricos de vitamina D

Verifica-se haver correlação positiva entre os níveis séricos da vitamina D e a aptidão cardiorrespiratória.
Sabe-se há muito tempo da influência positiva da vitamina D sobre a saúde óssea. Tem vindo a ser acumulada evidência da função da vitamina D em muitos tecidos e órgãos como os músculos, coração e outros.
Define-se aptidão cardiorrespiratória à capacidade de coração e pulmões serem capazes de fornecer oxigéneo aos músculos no decorrer do exercício físico. O teste que melhor monitoriza a aptidão cardiorrespiratória é o VOշ, ou seja consumo máximo de oxigéneo durante o esforço físico.
Verificou-se que quanto maior a aptidão cardiorrespiratória mais saudável é o indivíduo e a sua longevidade é maior.
Num estudo efectuado, em que foi relacionada a aptidão cardiorrespiratória e o nível sérico de vitamina D, verificou-se que quanto maior a concentração de vitamina D sérica maior a aptidão cardiorrespiratória, sendo que neste estudo a VOշ era de cerca de 4.3 vezes mais elevada no quartil superior da concentração sérica da vitamina D comparativamente com o quartil inferior.


Deficiência de vitamina D em idosos e risco de depressão

Deficiência de vitamina D em idosos e risco de depressão

Estudos apontam para que a deficiência de vitamina D é directamente proporcional ao aumento do risco de desenvolvimento de depressão em indivíduos com idade avançada.
Estes dados têm particular importância, dada a grande prevalência de deficiência de vitamina D nos idosos, o facto de que risco de toxicidade ou efeitos colaterais da toma de vitamina D são diminutos, bem como o efeito negativo que a depressão causa na longevidade e status funcional de idosos.

Suplementação de vitamina D, em idosos, em conjunto com cálcio: sim ou não?

Vitamina D

Suplementação de vitamina D, em idosos, em conjunto com cálcio: sim ou não?

Estudo meta-analítico demonstrou que suplementação com cálcio, vitamina D ou ambos em conjunto, em pessoas idosas, não reduz o risco de fracturas ósseas em adultos com mais de 50 anos que vivam em ambulatório.
A osteoporose, cuja existência é directamente proporcional com a idade, é causa de fracturas ósseas particularmente vértebras e colo do fémur. As guidelines actualmente seguidas, apontam para um suplemento diário de cálcio e vitamina D. Estas guidelines são no entanto motivo de controvérsia, havendo quem as sustente e quem as rejeite.
Estudo recente efectuado por metanálise, com uma população estudada numerosa, aponta para a suplementação com cálcio, vitamina D ou ambos não leva a uma diminuição do risco de fractura óssea.

quinta-feira, setembro 06, 2018

Vitamina D e cancro colo-rectal

Vitamina D e cancro colo-rectal

As concentrações séricas de vitamina D influenciam no risco de desenvolvimento de cancro colo-rectal.
Estudos recentes efectuados nos Estados Unidos, verificaram que doentes com concentrações insuficientes de vitamina D ( 20 – 29 ng/ml ) apresentam um risco de 31% de aparecimento de cancro colo-rectal. Os mesmos estudos verificaram que concentrações de vitamina D acima de 30 ng/ml levam a uma redução de 22% do risco de cancro colo-rectal. Observou-se também que a protecção contra o risco de cancro colo-rectal não sofre um aumento paralelo ao aumento da concentração sérica de 25-OH-vitamina D acima de determinada concentração, sendo essa protecção semelhante qualquer que seja o nível da 25-OH-vitamina D.

Vitamina D e cancro da mama

Vitamina D e cancro da mama

Foi verificado que concentrações séricas de vitamina D cursam inversamente com o risco de cancro mamário.
Foi determinado que o nível sérico de 25-OH-vitamina D mais protector do risco de cancro mamário era de 60 ng/ml, substancialmente superior ao nível sérico considerado como suficiente que é de 30-36 ng/ml e mais adequado a evitar problemas cardiovasculares.
A incidência de cancro mamário em mulheres com concentrações séricas de 25-OH-vitamina D de 60 ng/ml, ou superiores, era de 82% inferior ao que apresentam mulheres com a concentração de 20 ng/ml de 25-OH-vitamina D.

Viagra e vacina contra a gripe na prevenção de metástases cancerígenas

Viagra e vacina contra a gripe na prevenção de metástases cancerígenas

Metástases tumorais podem ser prevenidas após cirúrgia de remoção tumoral através da associação de viagra com vacina contra a gripe.
Esta associação de viagra e vacina contra a gripe é eficaz no combate à metastização por oferecer um fortalecimento do sistema imunitário do doente, havendo uma redução de cerca de 90% das metástases.
A cirúrgia do cancro pode tornar o sistema imunitário mais fraco e assim tornar mais fácil a metastização tumoral.
A cirúrgia ao cancro enfraquece o sistema imunitário por alterar a função das células NK, responsáveis pela exterminação das células metastáticas.
Foi verificado que viagra combate o enfraquecimento das células NK e a vacina contra a gripe dá uma maior força àquelas células.
Este estudo aponta para a associação entre viagra e vacina contra a gripe como sendo uma estratégia de resolução de problemas do sistema imunitário secundárias à cirúrgia.

Probióticos no combate à osteoporose

Probióticos no combate à osteoporose

Estudos demonstraram a capacidade de probióticos protegerem os ossos da osteoporose.
Lactobacillus reuteri foi verificado ter capacidade protectora dos ossos serem atingidos por osteoporose. Num estudo levado a cabo, onde foi comparado a ingestão de Lactobacillus reuteri versus placebo , foi verificado que o grupo a quem foi suplementado o probiótico tinha perdido cerca de metade da massa óssea comparativamente com o grupo a quem foi dado placebo.
Concluiu-se que os probióticos, e nomeadamente Lactobacillus reuteri, podem ser uma forma eficaz e segura da prevenção do desencadear da osteoporose

Omega 3 e doença cardíaca coronária

Omega 3 e doença cardíaca coronária

Metanálises realizadas para estabelecer relação entre a suplementação de omega 3 e doença cardíaca coronária não conseguiram revelar haver associação estatisticamente significativa na prevenção de coronariopatia e aquela suplementação.

Mutualismo no combate a infecções por bactérias multirresistentes

Mutualismo no combate a infecções por bactérias multirresistentes

Mutualismo é o fenómeno que consiste numa relação benéfica entre hospedeiro e bactérias. Foi estudada a hipótese de combate a infecções por microrganismos multirresistentes, utilizando o mutualismo.
Relação ligeiramente parasitária se desenvolve entre hospedeiro e bactéria com a finalidade de se tornar mutuamente benéfica.

Associação entre DII e risco aumentado de doença de Parkinson

Associação entre DII e risco aumentado de doença de Parkinson

Esta associação entre DII e doença de Parkinson baseia-se na teoria do eixo intestino-cérebro, segundo a qual o SNC é afectado por tudo o que entra no tracto gastro-intestinal.
Foi observado haver um aumento de 22% de risco de doença de Parkinson nos doentes com DII comparativamente com os indivíduos não sofrendo de DII. Este aumento de risco não é influenciado pelo sexo, idade na altura do diagnóstico ou tempo de follow-up. O risco de desenvolvimento de doença de Parkinson é ligeiramente maior na colite ulcerosa do que na doença de Crohn.