domingo, novembro 10, 2013

Ferritina plasmática

Ferritina plasmática


Uma muito pequena quantidade de ferritina aparece no plasma, a chamada ferritina plasmática, e sua concentração reflete muito fielmente o estado das reservas marciais. A ferritina total, constituída pela soma da ferritina plasmática e da ferritina tissular, é pelo facto, daquela relação se verificar, muito bem correlacionada com o ferro medular.
O doseamento da ferritina plasmática assegura, desta forma, uma apreciação das reservas marciais mais quantitativa e menos invasiva do que a biópsia óssea.
A ferritina circulante ou plasmática é composta, predominantemente, por cadeias L e contém pouco ferro ( cerca de 10 vezes menos que a ferritina tissular ).


As ferritinas plasmáticas caracterizam-se por suas origens e estruturas:
  • ferritina não glicosilada: provém duma passagem passiva do citoplasma para o meio sanguíneo, extracelular, durante a renovação das células parenquimatosas; a ferritina não glicosilada constitui cerca de 30% da ferritinemia total e apresenta uma semi-vida de 5 horas
  • ferritina glicosilada: secretada pelo sistema reticulo-endotelial, local principal de armazenamento das reservas marciais; tem uma semi-vida de 3 dias e representa 50-80% da ferritinemia total, com uma média de 70%

Contrariamente ao ferro, que apresenta um ritmo circadiano com um pico entre as 7 e as 10 da manhã, a ferritina plasmática não apresenta um ritmo circadiano.


O treinamento físico induz carência de ferritinemia, e é utilizado por alguns especialistas como marcador biológico de sobretreinamento.

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